Segunda-feira, 7 de Janeiro de 2008
Ano Novo
Já há muito tempo que aqui não escrevia, mas ao passar por aqui, de repente lembrei-me de algumas pessoas que já não vejo há muito tempo... Começando pelo Mike (lembram-se?), continuando com muito do pessoal que ficou no terceiro ano, e acabando no pessoal das jantaradas, a verdade é que já começa a passar muito tempo desde que o pessoal não se vê! O tempo passa, muitos já estão casados, outros até com filhos, e o esquecimento começa a tomar conta de muitos de nós.
É o meu desejo para este ano, e os que venham a seguir, que as recordações desses tempos não sejam esquecidos.
Bom ano de 2008
Domingo, 21 de Outubro de 2007
Novo blog
Olá pessoal, criei um novo blog, dedicado exclusivamente à nossa profissão!
Visitem-no!
Candidato a ProfessorPs: Este irá continuar a funcionar, mas exclusivo às memórias e às actualidades ligadas à nossa turma, e à cidade que nos une!
Sexta-feira, 12 de Outubro de 2007
Sócrates and Milú, the monster- os jogos mais populares de sempre!!!!
Descobri o jogo Sócrates através do blog "O Cartel", e achei que seria uma boa ideia dar-vos a conhecer este jogo de sucesso internacional!

Claro que logo a seguir, para a Milú não se sentir triste, aproveitei e fiz um para ela!
SócratesMilú
Quarta-feira, 3 de Outubro de 2007
Poema Matemático
A nossa mui honrada colega a Dr. Marilina mandou-nos um poema, de autor desconhecido, que coloco aqui!
Um Quociente apaixonou-se
Um dia
Doidamente
Por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
E viu-a, do Ápice à Base...
Uma Figura Ímpar;
Olhos rombóides, boca trapezóide,
Corpo ortogonal, seios esferóides.
Fez da sua
Uma vida
Paralela à dela.
Até que se encontraram
No Infinito.
"Quem és tu?" indagou ele
Com ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode chamar-me Hipotenusa."
E de falarem descobriram que eram
O que, em aritmética, corresponde
A alma irmãs
Primos-entre-si.
E assim se amaram
Ao quadrado da velocidade da luz.
Numa sexta potenciação
Traçando
Ao sabor do momento
E da paixão
Rectas, curvas, círculos e linhas sinusoidais.
Escandalizaram os ortodoxos
das fórmulas euclidianas
E os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas
e pitagóricas.
E, enfim, resolveram casar-se.
Constituir um lar.
Mais que um lar.
Uma Perpendicular.
Convidaram para padrinhos
O Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e
diagramas para o futuro
Sonhando com uma felicidade
Integral
E diferencial.
E casaram-se e tiveram
uma secante e três cones
Muito engraçadinhos.
E foram felizes
Até àquele dia
Em que tudo, afinal,
Se torna monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum...
Frequentador de Círculos Concêntricos.
Viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
Uma Grandeza Absoluta,
E reduziu-a a um Denominador Comum.
Ele, Quociente, percebeu
Que com ela não formava mais Um Todo.
Uma Unidade.
Era o Triângulo, chamado amoroso.
E desse problema ela era a fracção
Mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a
Relatividade.
E tudo que era espúrio passou a ser
Moralidade
Como aliás, em qualquer
Sociedade.
Sábado, 8 de Setembro de 2007
Decreto Lei - Candidatos a Professor
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
Decreto-Lei n.º 321/2007
de 7 de Setembro
Através do presente decreto-lei, é regulado o acesso dos candidatos a professor a todos os locais públicos, com particular foco em estabelecimentos de ensino. A interconexão dos dados dos sistemas informáticos da Segurança Social, listas públicas do concurso de professores 2007 e outras que tais, e com as bases de dados detidas por outros entes públicos, operação que se revela indispensável para assegurar o controlo do cumprimento das obrigações contributivas, para garantir a atribuição rigorosa das prestações sociais, bem como para promover a eficácia na prevenção e no combate à fraude e evasão.
Artigo 1.º
Objecto e finalidades
O presente decreto-lei regula a forma, extensão e limites dos candidatos a professor, com no âmbito de todas as situações que requerem o relacionamento social.
Artigo 2.º
Base de Dados
Os dados a relacionar nos termos do presente decreto-lei constam das seguintes bases de dados:
a) Listas Definitivas de Ordenação do Concurso de Docentes 2007/2008;
b) Contribuintes e beneficiários do sistema da Segurança Social;
c) Identificação de contribuintes fiscais e rendimentos declarados no âmbito dos impostos sobre o rendimento das pessoas singulares;
d) Identificação e registo civil, residência e registos predial, comercial, de pessoas colectivas e de veículos sedeadas no Instituto dos Registos e do Notariado.
Artigo 3.º
Direitos dos Candidatos a Professor
Os candidatos a professor têm todos os direitos de cidadãos portugueses, previstas na Constituição da República Portuguesa, exceptuando as cláusulas presentes neste decreto-lei.
Artigo 4.º
Obrigações
1 - Aos candidatos a professor é vedado o acesso a qualquer estabelecimento de ensino público. Apenas será permitida a sua entrada, desde que autorizada pela DRE da sua área de residência.
2 - Qualquer candidato a professor está expressamente proibido de se referir a si próprio como Professor, estando esse direito apenas autorizado aos professores de facto.
3 - Qualquer referência a candidatos a professor, como "professores", na comunicação social, internet, ou local público, terá que ser imediatamente corrigido, ou será punida de acordo com os termos da lei.
4 - Qualquer candidato a professor, de forma a poder usufruir das condições especiais previstas na Segurança Social, terá que andar em todas as situações públicas com uma peça de roupa identificativa, que será fornecida pelos serviços da Direcção Geral dos Recursos Humanos da Educação (camisola e preço em anexo).
5 - A quebra de qualquer das obrigações atrás referidas, implica a exclusão definitiva das listas de candidato a professor, sendo excluída a hipótese de entrada em qualquer estabelecimento de ensino privado. Como complemento a esta medida, terá igualmente de pagar uma coima de 3000 €, ou 45 dias de prisão.
Artigo 5.º
Entrada em vigor
O disposto no presente decreto-lei entra em vigor no dia seguinte à sua publicação.
Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 3 de Setembro de 2007.
Promulgado em 7 de Setembro de 2007.
Publique-se.
O Presidente da República, Aníbal Cunha.
O Primeiro-Ministro, José Cunha.
A Ministra da Educação, Milú Cunha.
Anexo: Camisola obrigatória, preço: 30 €

PS: Este decreto-lei, por enquanto, é pura ficção! :-)
Filipe A.
Quarta-feira, 5 de Setembro de 2007
Concursos 2007/2008
Como sabem, saíram dia 31 de Agosto as listas de colocação. No geral, as coisas pioraram, com o número de professores colocados a diminuir, mas relativamente ao nosso grupo, o cenário melhorou bastante, em relação ao ano anterior. O número de horários completos triplicou, e ainda faltam sair os horários incompletos, isto apenas em relação à primeira colocação.
Em relação à cíclicas, apenas algumas informações:
- A 1ª cíclica, será em princípio esta sexta, dia 7 de Setembro, ou segunda feira, dia 10 de Setembro (a aplicação para a recolha das necessidades residuais está a decorrer entre 5 a 6 de Setembro).
- As cíclicas, no nosso grupo, e também no 1º ciclo, irão decorrer até 31 de Dezembro, conforme a informação que consta na portaria sobre contratação. (ver http://www.min-edu.pt/np3/1012.html )
Para quem já foi colocado, parabéns, e para quem falta ser colocado, boa sorte!
PS: Aconselho a consulta ao site http://farinhasilva.homeip.net/concursos
Domingo, 29 de Julho de 2007
Manifestação de preferências
Houve uma actualização do calendário da manifestação de preferências:
Manifestação de preferências 1 - 7 de Agosto
Listas de colocação 31 de Agosto
Por enquanto ainda não saíram a lista de códigos das escolas, mas espera-se que saiam o mais breve possível!
Por isso, se tinham férias marcadas, desmarquem, ou arranjem internet para onde vão, pois no mínimo, não podemos acusar o Ministério da Educação de não avisar a tempo, com 5 dias de antecedência...
Sexta-feira, 22 de Junho de 2007
Viseu - a cidade portuguesa com melhor qualidade de vida!
Num teste feito a uma escala de vários países, Viseu foi considerada, por um estudo realizado pela DECO, a cidade com melhor qualidade de vida do país.
Esta constatação apenas nos engrandece e orgulha, mas devemos continuar a trabalhar para ainda melhorar mais essa qualidade!
www.deco.proteste.pt/map/src/487991.htm
Quarta-feira, 30 de Maio de 2007
Calendário concurso
Como já vem sendo habitual, os nossos amigos do ME pensaram, e pensaram, e... ainda pensaram mais um bocadinho, e decidiram que a melhor altura para fazer a manifestação de preferências é naquela altura em que todos temos um computador com internet acessível, ou seja... em Agosto!!!!...
Aqui vai então o calendário:
6 a 12 de Agosto - Manifestação de preferências
13 a 15 de Agosto - Validação da candidatura inteligente
20 de Agosto - Listas provisórias de graduação
27 de Agosto - Carregamento dos horários das escolas + renovação da renovação dos contratados
3 de Setembro - Listas definitivas de graduação + 1ª colocação de necessidades residuais
Domingo, 27 de Maio de 2007
Homenagem ao Professor
"Um grande professor tem uma vida exterior com pouca história. A sua vida integra-se noutras vidas. Estes homens são pilares na estrutura das nossas escolas. São mais essenciais do que as suas pedras e vigas. E continuarão a ser uma força estimulante, e um poder revelador na nossa vida."
(Clube do Imperador)
Quarta-feira, 21 de Março de 2007
Dia Mundial da Poesia
A nossa amiga Cláudia Durão enviou um poema de José Régio que achei por bem partilhar convosco!
Cântico Negro de José Régio
"Vem por aqui" - dizem-me alguns com olhos doces,
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui"!
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos meus olhos, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha Mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde,
Por que me repetis: "vem por aqui"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis machados, ferramentas, e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátrias, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios.
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe.
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou,
- Sei que não vou por aí!
Cláudia
Carpe diem
Terça-feira, 20 de Março de 2007
Novo concurso
Era só para avisar que o concurso para o ano lectivo 2007/2008, começa a 26 de Março. Boa sorte a todos!
Sábado, 21 de Outubro de 2006
A maior manifestação de professores desde o 25 de Abril!
É verdade, aconteceu dia 5 de Outubro de 2006, em Lisboa, a maior manifestação de professores e educadores desde o 25 de Abril, e como não podia deixar de ser, a gloriosa turma de Mat/CN de 99 esteve representada! Os excelentíssimos doutores Filipe e Raquel, e respectivos, Sónia e Ana Galvão representaram com galhardia a nossa turma neste momento de luta e de grande contestação às imposições feitas às nossa classe! Pena é que a representação não tenha sido maior... Mas pronto, compreende-se, o dia seguinte era de trabalho, e havia muitas aulas para preparar! Da minha parte, fiquei triste ao constatar que dos muitos colegas que felizmente já estão colocados, apenas uma esteve presente. Já está na altura de definirmos a nossa posição, sem ser apenas de acordo com o estarmos empregados ou não! É muito fácil falar, e dizer que está tudo mal, e que o ME está a cometer muitos erros, e depois, na altura de se fazer algo, ficar em casa...

Foram milhares, muitos milhares, 25 000, rezam as crónicas (pelo menos as isentas), os professores e educadores que estiveram no Marquês de Pombal, e que em marcha, seguiram para o Rossio. Quem esteve lá, e quem viu pela televisão, deve ter ficado impressionado com a moldura humana! "Pela negociação, contra a imposição", "Categoria só há uma: Professor e mais nenhuma!", "Direitos são para manter, não são para abater!", "Quotas na avaliação são a sua negação!" e "O tempo de serviço é para contar, não é para congelar" foram frases que se fizeram ouvir, com força e com convicção!


Quarta-feira, 27 de Setembro de 2006
Para descontrair... Lembram-se desta canção?
Por isso...
Vivo para o álcool,
cerveja e tinto...
aguardente e absinto!
P´ra viver sem ela...
como é que eu vou fazer?...
como vai ser?...
De garrafão, copo na mão...
Por isso, vivo para o álcool,
que moca que me dá!...
Sábado, 23 de Setembro de 2006
Sabiam que?...
Sabiam que...
...As escolas são forçadas a reduzir os horários , havendo assim menos vagas, logo, mais professores no desemprego. Esses horários não são necessários, dizem eles... Depois, vão buscar os professores ao desemprego, pois são necessários nas escolas. Mas quem os vai buscar? As autarquias, ou empresas, a pagar a recibos verdes, de 5 a 8 euros à hora...
Sabiam que...
...Que existem professores de QZP de Biologia/Geologia, que são afectados com um horário pequeno, e depois completam-lhes com horas do grupo 230?
Sabiam que...
...O PSD, para ajudar ainda mais à festa, vai apresentar uma proposta para ainda dar mais autonomia às escolas, e também, para que os pais possam escolher para onde vão os filhos?
Sabiam que...
...A partir de agora, se ficarem doentes e tiverem que faltar, têm de ir a um centro de saúde ou a um hospital? Quem tiver um médico que não seja do serviço de saúde, é melhor esquecê-lo, pois um atestado passado por ele não serve... Ele nem é médico!...
Sabiam que...
...se continuarmos assim, sem nos unirmos e sem fazer nada, tudo mudará, mas nada melhorará?
Sabiam? Sabem? Então, façam alguma coisa!
Sexta-feira, 22 de Setembro de 2006
Nova ordem... Nova ditadura...
Pessoal, li este texto no SPRA (sindicato dos professores da região açores), e achei que devia partilhá-lo convosco. Os próximos tempos vão ser difíceis, e agora, mais do que nunca, os professores têm de se unir. Os professores dos quadros têm de deixar de se preocupar apenas com eles, e olhar um pouco mais para os contratados, estes sim, os verdadeiros prejudicados pelo actual estado de coisas. E os contratados também têm de olhar um pouco mais além que os concursos e da vinculação, e pensar que quando aí chegarmos, outros problemas se levantarão, e não será na altura que os poderemos enfrentar. Vamo-nos unir, não apenas pelos professores, mas também pela nossa educação.
NÃO TÊM O DIREITO DE NOS TRATAR ASSIM!
“ Sinto-me insultada, humilhada.” - ouvi colegas dizerem repetidamente nos últimos tempos .É em nome dos muitos docentes que partilham esta mágoa e no meu próprio que quero expressar a minha opinião.
Costumo dizer que, de tanta pancada, me sinto dolorida.
“ Eles “ , leia-se, Ministra e o Governo que a apoia, NÃO TÊM O DIREITO DE NOS TRATAR ASSIM. Sempre me senti orgulhosa e honrada por, através da minha profissão, colaborar com as Famílias na formação dos seus filhos e meus alunos e contribuir para que eles se tornassem cidadãos responsáveis e participativos nas comunidades em que se viessem a integrar.
Agora apontam-me o dedo acusatório e fazem-me sentir culpada do falhanço cultural de um país?
Senhora Ministra, V. Exa. que é professora, quantos anos exerceu funções docentes?
Que Portugal percorreu, com malas e filhos às costas até conseguir instalar a sua vida
num local definitivo e finalmente poder proporcionar alguma estabilidade à sua família? Durante quantos anos o seu local de trabalho foi em locais remotos, com buracos no chão e no tecto, com o frio a tolher-lhe os movimentos? Quantas vezes teve alunos a necessitar, muito mais do que aprender a ler, de uma refeição quente, ou de um colo onde encontrar o afecto que lhe faltava em casa? Não sei a sua resposta, mas se o seu percurso profissional não se revê no que eu acabo de descrever, então Sra. Ministra, desculpe, mas não admito que decida o que quer que seja, em meu nome e sem me ouvir!
Tenho 34 anos de serviço e apesar de me ter quase sempre sentido desconsiderada pelos sucessivos governos do meu país, nunca desisti dos meus alunos e fui professora, enfermeira, mãe, psicóloga, assistente social e colmatei todas as situações em que as obrigações dos governos iam falhando.
Obviamente, tendo iniciado funções docentes em 1972, assisti a inúmeras tentativas falhadas dos governos de introduzir medidas reformadoras no ensino, sem nunca pararem para fazer uma avaliação credível e sempre ao sabor da orientação dos Ministros que se foram sucedendo, quase sempre fingindo que ouviam os professores. E agora hábil e maquiavelicamente a Ministra faz, num total desrespeito pelos docentes deste país, passar a mensagem de que a culpa do insucesso governativo na área da educação é dos professores.
Assisto ao ataque mais violento que desde o regime fascista foi feito à minha condição de Docente e de Mulher, com as medidas que a Ministra propõe no novo ECD. Poderia exemplificar com inúmeras histórias de mulheres professoras que conheço mas vou falar do meu caso que representa uma faixa etária de quem, pensando até há pouco tempo estar em fim de carreira, se assombra e ainda não acredita no injusto e violento abanão que o país pela voz da Ministra lhe está a infligir:
- Com o meu tempo de serviço passarei a Professor Titular destacando-me dos meus colegas que serão APENAS Professores ou ainda menos, candidatos a professores e assim poderão ficar indefinidamente porque o sistema de avaliação é tão repressivo que muito dificilmente poderá progredir mesmo que tenha um desempenho exemplar, porque as cotas fixarão o número de professores bons que uma escola pode ter.
- Sendo Coordenadora de Departamento terei de avaliar os meus colegas com todos os problemas pessoais que daí podem surgir e serei avaliada pelos pais dos alunos com todo o tipo de pressões e conflitos que inevitavelmente ocorrerão.
- Terei de assistir à repressão prevista para se abater sobre as minhas colegas, Mulheres em idade fértil, que tiverem a péssima ideia de quererem realizar-se como Mães porque nesse ano não serão avaliadas e nos anos seguintes se precisarem de faltar mais de cinco dias, serão castigadas com a avaliação de Insuficiente, correndo o risco de serem afastadas da carreira!!!!! Inacreditável! Uma mulher que pretende penalizar outras mulheres por estes motivos não andou na Faculdade de Letras em Lisboa nos aos 70-74, a ser perseguida e a levar bastonadas da polícia de choque Marcelista que nos espancava, mesmo em estado de gravidez adiantada até nos fazer abortar.
O meu discurso parece exageradamente dramático? Não é!!!
O que é DRAMÁTICO é a maneira injusta e cruel como a opinião pública está a julgar e crucificar em praça pública os professores deste país, deixando-se influenciar pelos habilidosos discursos de quem sabe que o elo mais fraco do sistema educativo são os docentes , sendo estes portanto o alvo ideal para o povo descarregar a sua frustração e raiva pelo rumo que o país está a tomar, em viagem vertiginosa para outra ditadura.
14 de Junho, Dia de Greve , de 2006
Lúcia Maria de Mello Serpa
Quarta-feira, 16 de Agosto de 2006
Concurso de professores 2006 / 2007
Mais uma vez meus amigos, desde que acabámos o nosso glorioso curso, estamos à espera da nossa colocação. Mais uma vez estaremos todos a pensar: "para onde é que desta vez vou calhar?" Alguns, já sabem que é perto de casa, outros, já que concorreram para todo o lado, estão à espera da sua sorte, e de saber qual o "passeio" que vão fazer, outros ainda, à espera de ter alguma colocação, e por fim, alguns muito poucos, de alguma vil maneira, já sabem onde vão ficar...
De qualquer das maneiras, para vos inspirar, e quem sabe, até rir um pouco, deixo-vos esta original imagem sobre as especificações científicas e técnicas do concurso para a colocação de professores!
Segunda-feira, 8 de Maio de 2006
Dr. Nuno Mota: o comentário à descida!
O dia foi mm daqueles que jamais se esquece. Fugimos à rotina diária, houve
adrenalina, diversão, boa disposição, comidinha mt boa e vinho 5 estrelas
(pena ter sido pouco
) pó, lama, mas acima de tudo acho que todos nós nos
sentimos livres, felizes por ali estarmos. Po pessoal que n foi, os meus
sinceros pêsames, não sabem o q perderam.
Ena pá, ja m tava a eskecer da mijinha ao ar livre, é tão bom sentir akele
friozinho... e o banho no Mondego, um bocadinho a bater o dente mas acho que
dps dum dia dakeles n havia nada q nos fizesse parar. eheheheheheh
P.S: ja sabem que eu e o Filipe vamos preparar um dia pa Julho e digo-vos mt
sinceramente, se o perderem... ai ai ai ai ai ai É UMA SEGUNDA OPORTUNIDD, N A
DESPERDICEM!
Agora a sério, NÃO FALTEM!
Dr. Nuno Mota
Sábado, 6 de Maio de 2006
A Descida que não foi...
Finalmente chegou o dia da descida do Mondego.
Pelas 8h30 encontrámo-nos em Coimbra, prontos para irmos para o local de encontro com os guias, junto ao rio Mondego. Depois de alguns enganos, chegámos ao local, mas para nossa infelicidade, logo um dos guias tratou de explicar que o rio estava com um caudal anormal, ou seja, demasiado perigoso para pessoal sem experiência, ou seja, nós…
Ficámos todos tristes, e sem saber o que fazer, mas logo o responsável da empresa nos informou que tinham um programa alternativo para nos propor. A ideia era fazermos um dia de moto 4, pela serra do Buçaco. A ideia, inicialmente nem agradou muito, mas como não tínhamos alternativa, todos aceitaram.
A verdade é que o dia acabou por valer realmente a pena. Passámos o dia inteiro a andar de moto 4 em locais lindíssimos, a divertirmo-nos à grande, e pelo meio, um piquenique à moda do Norte (broa, chouriça, salpicão, bolos de bacalhau, vinho tinto, etc, etc, etc…)!
No final, depois de nos despedirmos dos guias, fomos ainda limparmo-nos numa praia fluvial do rio Mondego (eu e o Nuno ainda fomos ao banho…), e acabámos à noite em Aveiro a jantar na Feira de Março.
Apesar de não ser aquilo que esperávamos, acabou por ser um dia espectacular e para mais tarde recordar, e quem sabe, repetir…
Segunda-feira, 6 de Março de 2006
Descida do rio Mondego

Pois é pessoal, já falta pouco para a garnde descida da turma 99/00 de Mat/CN do Rio Mondego! Vamos invadir o rio... Para quem ainda não foi informado pelos organizadores, os mui respeitáveis Dr. Filipe e Dr. Nuno da Mota, o grande dia tem data marcada para 11 de Abril, uma terça-feira, em plenas férias da Páscoa. Para se inscreverem, é favor contactarem a organização até dia 15 de Março. O preço é 21 euros por pessoa, levando cada um o seu almoço, para fazermos um piquenique à moda das Beiras!
Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2006
Um olhar sobre Viseu!...
Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2006
"...por ruelas e calçadas!..."
Viseu Graciosa - Tunadão
Ó Viseu Graciosa
Cidade Tu és jardim
Tens flores em teus recantos
Ó Viseu tu és assim.
Em ruelas e calçadas
Em cantos e guitarradas
Canto a ti Viseu, minha cidade.
Em vielas e arruadas
Em prosas e cantatas
Canto a ti Viseu, minha saudade
Viriato em tua guarda
E lá no alto a Sé
Dom Duarte, Infante Henrique
Imponente sempre em pé.
Em ruelas e calçadas
Em cantos e guitarradas
Canto a ti Viseu, minha cidade.
Em vielas e arruadas
Em prosas e cantatas
Canto a ti Viseu, minha saudade
Em ti há sete torres
Que se erguem para o céu
São marcos da tua glória
Que o povo não esqueceu.
Em ruelas e calçadas
Em cantos e guitarradas
Canto a ti Viseu, minha cidade.
Em vielas e arruadas
Em prosas e cantatas
Canto a ti Viseu, minha saudade
Domingo, 15 de Janeiro de 2006
Jantar de curso -- 28-12-2004 -- Viseu


O primeiro jantar depois do fim do curso! Ainda se lembram? Foi nO Chefe, o restaurante onde fizemos a maioria dos jantares de curso. Mas claro, como era normal na altura, quem nunca organizou nada, foi quem mais criticou
O jantar decorreu em Viseu, e foi organizado pelo Dr. Filipe. Foi o primeiro reencontro do pessoal, e como podem ver pelas fotografias, havia algumas pessoas que estavam um pouco diferentes
O jantar, como a maioria dos encontros de turma, foi calmo, longe das festanças dos tempos de estudante
Mas, este jantar teve uma história engraçada, que aqui passo a contar. Todos nós estávamos habituados a ir para o NB, grande bar, onde temos grandes memórias das noites de terças. Ora, o jantar foi no Natal, época em que quase todos os estudantes vão a casa, logo
quando fomos para a discoteca (os sobreviventes, ou seja, eu e mais umas dez raparigas), era o que se costuma chamar de festa da mangueira!... Imaginem se conseguirem: eu e dez mulheres a fazer uma roda a dançar, e mais umas dezenas de homens à volta!... Bela imagem, não? Como podem imaginar, a noite não durou muito
Não foi das noites mais felizes, mas acreditem, foi das que mais me ri
Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2006
Vamos cantar as Janeiras...
Ainda relativamente à viagem de finalistas a Lloret del Mar, existe um episódio que me esqueci de contar, mas que merece constar neste blog. Uma das formas de angariar dinheiro para a viagem, além daquelas já referidas, tais como a venda de postais, trajados, nas ruas de Viseu e Lisboa, os patrocínios, a venda de bolos caseiros na escola, entre outras, foi cantar as janeiras
Ah pois é! O pessoal juntou-se, fez alguns ensaios (pouquíssimos
), e em duas noites, lá foi cantar para alguns bairros da cidade. Vejam lá se imaginam: eu com a viola, o Nuno com a pandeireta, e mais umas quantas raparigas (bastantes), todos a cantar! Digamos que foi bonito de se ver, e agradável de se ouvir
Realmente, apesar de termos corrido o risco de parecer um grupo de gatos pingados e desafinados, a verdade é que cantámos bastante bem, e fizemos boa figura! O segundo dia, aliás, o dia em que fizemos mais dinheiro, foi o dia em que éramos menos, mas como apenas fomos cantar a restaurantes, digamos que angariámos uma boa maquia. O único senão é que chovia a cântaros
Relembrando este episódio, dá vontade de voltar a reunir essas, e outras, pessoas, para mais uma sessão de cantoria
Quem sabe? Não vá alguém, (como por exemplo apenas exemplo o Dr. Filipe e o Dr. Mota) lembrar-se de fazer isso!
Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2005
Alomoço do curso -- 28-12-2005 -- Vouzela
Mais um almoço. Antes de mais, devo dizer que este foi dos melhores desde que acabámos o curso. Só foi pena ter acabado tão cedo
Mas pronto, nem todos mantêm, ou têm, o espírito académico, sendo agora pessoas muitíssimo ocupadas
O almoço, como todos sabem, foi em Vouzela, e foi organizado pela Dr. Ana Pereira, tendo esta redigida a acta desta reunião, que passo agora a transcrever:
---------Aos vinte e oito dias do mês de Dezembro, num ano como outro qualquer, (dois mil e cinco), pelas treze horas, estiveram presentes, na mítica e histórica vila de Vouzela, os professores da nova geração (geração do amor!). Como é habitual, passou-se ao ritual dos comprimentos e saudações, seguindo-se um passeio, a pé, pela vila, atravessada por dois rios, em direcção ao restaurante O meu menino. A Vitela à Lafões não foi esquecida nem os doces regionais. Finalmente, passou-se à marcação do próximo almoço que ficará ao encargo do Dr. Filipe e do Dr. Nuno Mota. Nada mais havendo a tratar, deu-se por encerrada a acta que será assinada pela presidente Dr. Ana Pereira, pela secretária (a mesma), e por todos os presentes.---------
As fotos deste grande evento estarão disponíveis mais tarde, quando a Dr. Ana Reto as doar a este blog.
PS: Só para referir que o Dr. Filipe e o Dr. Nuno Mota, comunicaram aos presentes a intenção de organizar uma descida do rio Mondego em canoa, tendo a maioria destes se mostrado a favor, e com a ideia de participar. Posto isso, os organizadores referiram que iriam tratar de tudo, estando assim a Grande Descida do Rio Mondego do curso de Mat/CN em curso!
Terça-feira, 20 de Dezembro de 2005
A viagem a Lloret del Mar
O início
Esta história, para ser bem contada, tem que começar uns meses antes da viagem.
Eu e o Nuno, logo no início do ano lectivo, pensámos que a nossa turma, para celebrar o fim do curso, teria que ter uma viagem de finalistas. Visto que nenhum de nós era rico, logo não dava para ir para Punta Cana, ou coisa do género, e depois de muitas agências de viagens visitadas, decidimo-nos por Lloret del Mar! Se calhar, à primeira vista, não é dos destinos mais apetecíveis, até porque na altura da Páscoa, aquilo é só pessoal das secundárias, ou seja, só confusão! Contudo, no final não pudemos deixar de sentir que não podíamos ter escolhido melhor, tal foi a semana que tivemos
Mas isso fica mais para adiante.
Depois de nós, eu e o Nuno, termos decidido onde seria a viagem, reunimos a turma depois de uma aula de Matemática, para comunicar a nossa intenção de fazer uma viagem de final de curso, a Lloret del Mar
Obviamente, visto a nossa turma ser praticamente constituída por mulheres, o simples facto de comunicar foi complicado, pois muitas mulheres juntas, ainda por cima professoras, ou quase professoras, falam pelos cotovelos
Mas a mensagem lá passou! Nem todos concordaram com o destino, mas também, apenas ofereceram alternativas de outro mundo, logo, Lloret lá ficou
A partir daí, organizámos o pessoal para tentar pagar as viagens através de actividades. Tentámos angariar dinheiro junto a empresas, de forma a patrocinar o livro da turma, mas infelizmente, já nessa altura havia crise, e apenas duas ou três empresas nos deram algo
Apenas um aparte para referir que a Toga, local onde todos nós comprámos os trajes, os emblemas, e muito mais, a loja onde, no conjunto, a nossa turma gastou bem mais de 1000 contos, não nos deu nada, nem patrocínio, nem apoio, nada! Felizmente para nós, tínhamos mais ideias na cabeça, tais como um sorteio de um cabaz de Natal, e principalmente, a venda de postais de Natal e com temas relacionados com a vida académica.

Já agora, relembrar a venda de bolos na escola, muito bem sucedida entre colegas e professores. Assim, apesar de todas as dificuldades, conseguimos juntar algum dinheiro, que foi o suficiente para pagar metade da viagem ao pessoal. Vistas as coisas, podia ser pior!
A viagem
Finalmente chegou o dia
Último dia de aulas antes da Páscoa, e primeiro dia da nossa viagem de finalistas
Juntámo-nos todos ao pé do H2O, ansiosos, à espera do autocarro, que vinha de Leiria. A viagem para Lloret, 12 horas, foi cansativa, mas ao mesmo tempo, não. De noite, tivemos dificuldade em adormecer. À medida que passávamos por locais onde quase nenhum de nós tinha estado, a curiosidade aumentava
Mas, por fim, o cansaço levou a melhor, e acabámos por adormecer!
Quando acordámos, mais parecia que estávamos no deserto
Uma paisagem árida, onde tudo era castanho, até as casas
Mas com o passar dos quilómetros, e à medida que nos aproximávamos do mar, a paisagem foi mudando, passando a ser mais verde
Aliás, o bonito de Espanha está ao pé do mar, e não no seu interior
À hora do almoço já lá tínhamos chegado.

O nosso hotel, Astória Park, era mesmo no centro de Lloret, o que nos facilitou imenso a vida, já que estava no meio de toda a vida nocturna, e pertinho da praia
Lloret
Lloret foi uma agradável surpresa
Normalmente, as agências de viagem realçam mais do que na realidade são, os seus destinos turísticos, mas neste caso, fomos todos surpreendidos pela positiva! Além de uma cidadezinha bonita, e com um centro histórico encantador, tem praias lindas
A verdade é que Lloret está virada para o Mediterrâneo!


A vida em Lloret foi bastante simples: de dia íamos passear, à noite, depois de jantar, encontrávamo-nos num dos quartos, no meu e do Nuno, e preparávamo-nos para ir para a noite
Como podem ver pela imagem, conseguem imaginar qual era a preparação!

Os dias
De dia
Como já referi atrás, de dia, alguns de nós (pois outros ficavam a dormir
), íamos passear. Mas o que ficou realmente para a história, foi a praia que descobrimos a quase 2 km a norte de Lloret, indo por um caminho pedestre ao longo das escarpas
A nossa praia! Passámos bons momentos naquela praia. Claro que houve aqueles que acharam que era demasiado longe, então decidiram ficar na praia da cidade, cheia que nem um ovo, ao invés de irem para um quase paraíso

Além de ir para a praia, também fomos andar de barco, visitar algumas praias vizinhas, etc

Por fim, fomos ainda a Barcelona! Esse foi um bom dia. Alguns de nós decidimo-nos aventurar a ir para Barcelona sozinhos. Apanhámos o autocarro, depois o comboio, e passada uma hora, estávamos nós na cidade catalã.

Devo dizer que fiquei muito impressionado com esta cidade. Muito bonita, muito organizada, com uma marina com água tão límpida como nunca tinha visto nenhuma, com monumentos lindos, e acima de tudo, com uma vida tamanha, que parecia que a cidade pulsava. Ainda me lembro de uma das ruas centrais com todo o tipo de artistas a actuar na rua
Lembro-me particularmente de um bailarino de flamengo já com 60 e tais anos, mas com uma energia
Infelizmente, houve pessoal que decidiu passar a tarde no El Corte Inglês
Que panca, não?
A noite
A noite em Lloret era, como dizer, demais!... As ruas inundavam-se de pessoas e as discotecas eram tantas que nem sabíamos qual escolher. Depois também havia o reverso da medalha
Não parávamos de ser abordados por pessoas com panfletos para ir para esta ou aquela discoteca
A dada altura, passou a ser um pouco chato, mas pronto, íamo-nos rindo daquilo tudo. Desde a Hollywood, com o seu strip, e a batalha entre os portugueses e italianos, a cantar o respectivo hino, a ver quem abafava o outro. Obviamente, ganhámos nós!... Ah, não esquecendo de um casal quase em vias de facto (sexuais, claro!), numa das paredes da discoteca, à vista de todos
Foi giro, foi!
Um barzinho que nós descobrimos, numas das ruelas de Lloret, onde serviam uma sangria excelente, e no meu caso, uns shots!... Por fim, o Zoo, a discoteca onde tudo aconteceu
Começando por um homem ter-se atirado ao Nuno, até terem roubado uma colega nossa
Imaginem: depois de roubar a carteira de uma colega nossa, encontrámos o rapaz que o fez dentro da discoteca, mas obviamente, já não tinha a carteira, e quando demos conta, ele desapareceu
O pior estava para vir, uma colega nossa também tinha desaparecido, pois tinha ido atrás dele! Então, eu, a colega que tinha sido roubada e outra amiga nossa, corremos a zona dos bares toda, mas não encontrámos nada, e quando voltámos à entrada da discoteca, já a outra colega tinha aparecido, e sabia onde o ladrão estava. Então, fomos todos para onde ela o tinha visto, numa zona já bastante menos frequentada, e encontrámo-lo
Ele ainda tentou fugir, mas rapidamente ficou cercado por nós
Eu e mais umas quantas raparigas a cercar um ladrão, (o Nuno tinha-se ido embora antes de tudo acontecer)
O rapaz só dizia, num espanhol muito rudimentar (ele era do norte de África), que não tinha sido ele, mas à medida que o íamos cercando mais, ele tornou-se agressivo, até que tentou atacar uma colega nossa, a Rosa! Eu, ao meter-me na frente para a defender, abri o espaço que lhe permitiu fugir. Eu, sem pensar duas vezes, fui atrás dele, com as minhas colegas na nossa peugada
Mas logo ficaram para trás, tendo eu e o perseguido nos embrenhado nas ruelas de Lloret
A perseguição durou quase 10 minutos, e quando estava quase a apanhá-lo, ele virou-se a mim, e tirou o cinto para servir de arma, o que me fez também parar! Logo de seguida, meteu-se por uma rua escura onde acabou por desaparecer
Ainda apareceram uns jovens ingleses, que me ajudaram a procurar, mas de nada valeu, ele tinha desaparecido
Passados alguns minutos, depois de eu deambular com um garrote na mão por ruas que não conhecia, (fosse ele voltar a aparecer), apareceram algumas colegas minhas muito assustadas, pois não sabiam de mim, e estavam com medo que me tivesse acontecido alguma coisa
Acabei com a minha colega que tinha sido roubada, e outra, às tantas da madrugada, na esquadra a ver se reconhecíamos a foto dele
Que aventura, não?
Que férias! Que viagem! Foram 8 dias, mas por nós, podiam ter sido bem mais
Agora relembrando esta viagem, só tenho pena de não terem ido mais amigos nossos
Mas como se costuma dizer, foram poucos mas bons!
PS: Obviamente, existem outras histórias, que são conhecidas por alguns, mas por serem demasiado pessais, aqui não entram... Mas vocês sabem do que é que eu estou a falar, não é?
Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2005
A nossa escola...


A nossa escola!
A Escola Superior de Educação de Viseu, ese para os amigos
Uma das escolas do Instituto Politécnico de Viseu.
Local onde fomos praxados
Local onde estudámos
Local onde passámos bons e maus momentos
Os colegas, os professores

A nossa escola
Na encosta da Sé, a ESEV é um edifício antigo, com um jardim e um parque de estacionamento à frente. Na entrada, uma escadaria que muitas vezes, era o local de encontro, ou, para alguns, local para ir fumar nos intervalos
Entramos na escola, e estamos no hall, com duas escadarias, uma em cada lado, para o segundo andar, onde fica a biblioteca, os computadores da idade da pedra da Associação de Estudantes, o gabinete de multimédia, e o mui odiado Departamento de Matemática
Quem ainda não treme ao ouvir nomes como prof. Miguel, prof. Luís Menezes, prof. Ribeiro
entre outros. Em baixo, ficam as salas de aula, a secretaria (que como todas as secretarias, funciona a carvão
), o Conselho Directivo, (para quem não sabe, agora a Presidente é a Prof. Maria de Jesus
lembram-se? Vou descrever: baixinha, cabelo ralo, e inimiga jurada ao Rodrigues Lopes), o ginásio, o aquário, o bar (tantas chávenas desaparecidas
), o auditório, excelente para fazer frequências, a cantina, e por fim, esse grande departamento que é o Departamento de Ciências, com essa Doutora muito competente e muito pouco distraída que é a Prof. Paula
Quantas aulas inspiradoras tivemos com ela
Quantos trabalhos importantíssimos fizemos com ela
Quantas vezes fomos superiormente avaliados por ela
Que saudades!... :-))))
Quem não se lembra do dia D? Espalhados pela escola, os vários grupos de trabalho de Drama, das várias turmas, de todos os cursos, do 1º ano, faziam as suas apresentações
Quem chegava, e não sabia, pensava que tinha chegado a um mundo de malucos
Era um a ter um orgasmo encostado à parede da escola, era outro mais além, numa sala, a vibrar e a berrar com o Sporting-3 Benfica-6 de anos atrás, outro ainda mais além, com uma grande ressaca e com a companhia ressacada de outra colega, a ver-se na televisão a esfaquear uma colega
Tudo coisas de malucos
Mas também, com o Fraga, alguém estava à espera de outra coisa?
Muitas histórias poderia, e irei, contar passadas nesta escola
Por vezes odiada, por vezes amada, mas sem qualquer dúvida, o elo de toda as nossas vivências académicas, de todas as nossas histórias, de toda a nossa história!
Terça-feira, 6 de Dezembro de 2005
As tunas...
As tunas!

Um dos momentos mais esperados por todos os estudantes de Viseu, é o Encontro de Tunas. Na Recepção do Caloiro ou na Semana Académica, é sempre um dos momentos mais emotivos
Imaginem o pavilhão (o antigo), com pouca luz, cheio de estudantes trajados de negro
As arcadas também vestidas de negro com as capas aí estendidas, o pessoal na conversa de cerveja na mão, à espera do início do concerto, e de repente, as primeiras tunas
Quando existia a tuna feminina do IPV, a Tunituna (a nossa vergonha
), apenas servia para nos rirmos um pouco (
), depois vinha a Piatuna, do Piaget, e o Real Tunel Académico, já aquecendo mais o ambiente, a preparar o caminho para as duas principais tunas: a tuna do IPV, agora denominada Tunadão, e a Infantuna! E aí, com músicas como Viseu Senhora da Beira e Viseu Graciosa, era ver aquele mar de capas, juntos numa voz com os tunos, num movimento lento a acompanhar a melodia
Lindo!...

Aqui vai então a letra de Viseu Senhora da Beira
Viseu Senhora da Beira,
Eternamente bonita.
Cidade sempre romeira,
De uma beleza infinita.
Numa das mãos o rosário,
Na outra o fuso a bailar,
Ao longe a voz do Hilário,
Cantando fado ao luar!
Viseu...
Linda cidade museu,
Onde Grão-Vasco nasceu,
O génio de pintor nato!
Alvor,
De lusitano valor,
Esse general pastor,
Que se chamou Viriato!
Viseu ,
Das serras inertes,
Como um castelo roqueiro,
És musa de alguns poetas,
Como o foi Tomás Ribeiro.
Ai como eu gosto de vê-la,
Branca de neve e até,
Sulcando a Serra da Estrela,
De tamanquinhas no pé.
Viseu...
Linda cidade museu,
Onde Grão-Vasco nasceu,
O génio de pintor nato!
Alvor,
De lusitano valor,
Esse general pastor,
Que se chamou Viriato!
Agora falando de outras tunas, que não sendo de Viseu, fizeram cá história, quem não se recorda do sucesso da Copituna dOppidana, da Guarda, com o seu porta-estandarte, o Cambotas, no Day After!... O homem, bêbado como um cacho, erguia, com a convicção de qualquer tuno que se preze, a sua bandeira, fazendo-a rodar com a precisão que o seu estado permitia, em cima do palco, a acompanhar a música da tuna
O Cambotas, com um ar muito sério, vai então para o meio do público, continuando a sua actuação... De mais!
Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2005
Homenagem ao Boquinhas
O Boquinhas!... BB para os amigos. Esse ponto de encontro de todos os verdadeiros estudantes de Viseu, no coração da zona histórica, é um dos pontos de visita estudantil da cidade! O misticismo e o ambiente que o rodeiam é apenas entendido por quem lá foi e quem viveu Viseu! Os tunos, na sua superior sabedoria, apelidaram-na como o santuário, uma famosa tasquinha também conhecida por Faculdade Boquinhas
Na Rua Escura, perdida no meio das ruelas à volta da Sé, com uma tabuleta discreta e com aparência de ter mais de cem anos, o Boquinhas é apenas uma tasquinha diminuta, com portas de saloon de um qualquer western americano, com algumas mesas de madeira e uns banquinhos para quem se quiser sentar, e para finalizar, uma velhota que parece que nunca sai de lá
Este não é um qualquer bar, não se servem finos ou cafezinhos
Aqui, ou é cerveja de garrafas de litro e meio, ou jeropiga de fraca qualidade, ou, e principalmente, a famosa sangria do Boquinhas
Ai, ai!... A sangria
Tantas noites de alegria à sua conta, tantas bebedeiras (algumas até apelidadas de históricas
), tantas ressacas
Para a história ficam episódios como quando eu e o NM, à saída das aulas (ou durante, já não me lembro), decidimos ir com algumas colegas, a R, a AP, a F, a M, até ao Boquinhas. Sangria para aqui, risos para acolá, e passámos uma daquelas tardes bem passadas. Quando finalmente saímos de lá, e fomos cada um para seu lado, eu e o NM fomos jantar à cantina
Àquela hora, além de nós, numa ponta da sala, estavam apenas mais duas ou três pessoas na outra ponta. E de repente, apenas olhámos um para o outro, e desatámos a rir que nem maluquinhos, sem qualquer razão, com tanta intensidade, que, tanto as cozinheiras, como os outros estudantes, pararam o que estavam a fazer, e ficaram a olhar para nós, muito admirados
Ou por exemplo, quando eu e as minhas colegas de estágio, achámos que a nossa professora cooperante estava a abusar de nós (estou a brincar, claro), e decidimos inventar uma história a dizer-lhe que estávamos com muito trabalho, para assim podermos ir para o Boquinhas
Ou quando uma amiga minha, que não vou dizer qual pois é "segredo de estado", depois de muita sangria, passou uma grande vergonha à frente do namorado...
Este são apenas alguns pequenos episódios, pois ainda podia lembrar outras histórias, mas essas seriam um pouquinho mais embaraçosas, que metiam quedas estranhas, cantares e ataques de choro
Aliás, o Boquinhas, para nós, foi e será sempre um desenrolar livre de emoções, o abrir do livro de cada um
Quantos segredos foram aí descobertos, quantas mágoas aí carpidas, quantos amizades, de uma forma estranha mas real, aí fortalecidas
O Boquinhas é, e será sempre, o verdadeiro espelho dos verdadeiros estudantes de Viseu
PS:. Um recado para alguns de vós (vocês sabem quem são
): não se esqueçam da aposta, pois ela ainda está de pé, e à espera de ser cumprida!...
Domingo, 4 de Dezembro de 2005
Comentários...
O blog está muito fixe, faltou pouco para chorar
Parabéns!
Nuno Mota
(
) tenho adorado recordar os nossos tempos de estudante, que nunca mais voltarão, através do teu blog.
Tenho-me rido e sorrido sozinha, sem ninguém dos que me rodeiam percebam
porquê, só quem lá esteve e viveu, lhe pode dar o devido valor. Foram tempos
inesquecíveis dos quais tenho imensas saudades. Acho que nunca fui tão eu
própria como naquele tempo e sinto saudades, nunca mais me ri e diverti
daquela forma, era despreocupada e feliz e não sabia.
Ana Paula
O blog está um espectáculo... quase que até chorei ao ver.
Regina
Está altamente e a frase célebre do Mota, já nem me lembrava, deu-me logo para rir aqui sozinha, feita maluca.
Ana Paula
Domingo, 27 de Novembro de 2005
Serra do açor
A visita de estudo à Serra do Açor.
No âmbito da cadeira de Ecologia, o nosso professor organizou uma visita de estudo à Serra do Açor. Foi um passeio memorável. O passeio iniciou-se junto à ESE, onde apanhámos o autocarro. Como era de manhã, a viagem começou calma, mas à medida que nos aproximávamos do nosso destino, o pessoal já começava a animar, as conversas eram mais alegres, a ânsia de chegar aumentava. As localidades passavam, Santa Comba Dão, Tábua, Côja, Benfeita, ali mais ao longe uma tabuleta indicava como estávamos perto de Piódão, a aldeia Natal, perdida no meio das montanhas, com a serra da Estrela ali ao lado
De repente, a Fraga da Pena, o primeiro local a ser visitado. Aí chegados, o cenário paradisíaco deixou embasbacado quem não conhecia, e maravilhados quem já ali tinha estado, pois a beleza não cansa

Corremos os caminhos, serra acima, de cascata em cascata, até estarmos bem embrenhados no meio da serra, até não podermos ir mais além
Ali, no meio da Natureza, longe de tudo o resto, a paz invadia-nos e a beleza entranhava-se! Ali

De regresso ao autocarro, ainda extasiados por aquele passeio, iniciámos a segunda etapa da viagem: a Mata da Margaraça. Aí, mais uma vez, apoderou-se de nós aquela sensação de que estamos num mundo muito mais distante do que na realidade é, onde o homem é mais intruso, do que dominante.

Por fim, veio a hora de almoço
E aí meus senhores e minhas senhoras, tivemos uma das melhores refeições de que tenho memória. Na bela aldeia de Benfeita, numa casa de pedra, antiga, com um pátio fechado, fomos recebidos por um simpático casal que fazia almoços por pedido. Acho que não consigo descrever a maravilha gustativa que foi, mas posso dizer que foi a parte mais animada da viagem, já que a juntar aos pratos regionais, um vinho excelente da região acompanhava a refeição. E para finalizar, um digestivo no pátio
E, antes de passar à frente, devo recordar o brinde que ficou para a história feito pelo nosso professor: E vai acima, e vai abaixo, e vai ao centro, e
cheira
E vai acima, e vai abaixo, e vai ao centro, e
prova
E vai acima, e vai abaixo, e vai ao centro, e
comenta
E vai acima, e vai abaixo, e vai ao centro, e
e
e
e
vai para dentro!

Depois deste almoço, fomos todos passear pela aldeia. Eu e alguns colegas mais corajosos, separámo-nos do grupo, e fomos atrás da famosa serradura, mas depois de muito procurar, infelizmente descobrimos que já ali não havia
Agora que penso bem, foi melhor, porque senão acho que não chegávamos a casa
De regresso a casa, cansados mas felizes por mais um grande dia!
Sábado, 26 de Novembro de 2005
Frases famosas! II
Sexta-feira, 18 de Novembro de 2005
Ainda sobre o jantar...
O jantar de turma, afinal é almoço, e vai realizar-se dia 28 de Dezembro, em Vouzela, pelas 12 horas. A ementa é um muito regional "Vitela à Lafões", e o preço é 10 euros por pessoa. Para mais informações, contactar a nossa mui estimada colega Ana Pereira.
Vamos todos fazer deste almoço, um grande almoço!...
Quinta-feira, 10 de Novembro de 2005
O próximo jantar
Desde o fim do curso (maldito ou abençoado dia, escolham...), o pessoal, ou pelo menos, parte dele (sem comentários), tem-se vindo a reunir regularmente. No Natal, na Páscoa e no Verão, lá estamos nós a recordar velhos tempos, mas principalmente, a falar dos novos. Quase sem excepção, o pessoal chega, beijinho para aqui, beijinho para acolá, e já estão todos a falar das aulas... Como correm, onde estão, os pirralhos mais chatos, etc. Todos não, já que vão existindo algumas excepções à regra... Quando o pessoal começa a falar SÓ das aulas, lá está o Nuno a dizer que já está farto dessa conversa, que para aulas, já basta o tempo que lá está! E com muita razão, digo eu, que a vida não é só isso! Obviamente, que para não ferir susceptibilidades, não vou dizer neste blog que estes jantares, desculpem, almoços, estão a anos luz dos jantares originais, mas pronto, é alguma coisa, e quase que é a única forma de revermos caras antigas! Por isso, vamos todos ao próximo jantar, que, nem de propósito, é em Viseu, e vamos todos fazer um esforço para lá estar o maior número possível de pessoas.
Beijos e abraços e até esse, esperemos, grande dia!
Quarta-feira, 19 de Outubro de 2005
Base Naval de Alfeite / Jornadas do Mar


Estávamos nós já pelos cabelos com o Pedro Nunes, e com os trabalhos que tivemos de fazer sobre o homem, quando a nossa professora, nos propôs participarmos nas Jornadas do Mar, dedicadas nesse ano a Pedro Nunes. Os grupos foram seleccionados e os trabalhos foram feitos. E o que é que isto tem assim de tão importante? É que fomos representar a nossa escola nas tais jornadas a Alfeite, mais propriamente em Almada, durante uma semana!!!!! E uma semana de estágio! Ou seja, fora a parte de termos que ver algumas apresentações de manhã, e de termos de fazer cada grupo uma apresentação, o resto do tempo era férias
Tínhamos transporte grátis para Lisboa, todos os dias almoçávamos e jantávamos na messe dos oficiais, etc, etc e etc! Foi uma semana engraçada. Mas, além de ter sido uma semana engraçada, teve alguns episódios muiiitoooo engraçados. Além de ter vindo connosco uma prof, que para não ferir susceptibilidades, não vou referir, ou sequer chamar-lhe os nomes que ela mereceria, também ficámos numa base naval!... Sendo que numa base naval a grande maioria são homens, e também que na nossa representação, apenas três de nós o eram, digamos que as minhas estimadas colegas ficaram de olhos em bico
E que mais aconteceu nesta viagem?... Tivemos um baile de gala (com muito whiskey e vodka a rolar)
Tivemos um jantar à borlix em Cascais
Conhecemos (alguns de nós) o clube de oficiais em Lisboa, tal como, uma discoteca muito engraçada chamada Ws, onde vi alguns desses aspirantes a oficiais, a atirarem-se às minhas colegas
Fizemos um peditório trajados em Lisboa, para a nossa viagem de finalistas
Eu e o Nuno perdemo-nos, às tantas da madrugada, na base (para que fique registado, a base é enorme e cheia de mato
), na véspera da minha apresentação
Visitámos o navio escola Sagres
E mais algumas peripécias, que aqui não vou revelar, devido à presença maquiavélica da tal prof
Cruzes, credo!
Por fim
Foi uma semana em cheio! E sem aulas! :-)
Quinta-feira, 13 de Outubro de 2005
A Latada...

Para qualquer estudante, existem duas latadas! Existe aquela que culmina o período de praxe, em que ainda somos apenas caloiros, e a nossa participação neste desfile, pintados e com latas agarradas ao nosso corpo, é diferente das latadas seguintes. A foto é de uma dessas latadas, em que já sendo doutores, nós, em vez de sermos iniciados com a praxe, já iniciamos os nossos caloiros com a praxe, sendo a latada uma bela confraternização entre doutores e caloiros! Ainda me lembro das músicas (a pulga salta, é automática... a melhor malta é de Ma...temática, é de Ma...temática!), das coreografias (então a do fernando com o pessoal, deve ter sido a melhor de sempre...), das bebed... entre outras coisas!
Frases famosas!
Torneio de futebol!

O torneio
Por ocasião de uma das semanas académicas, foi organizado um torneio de futsal pela FAV. Mas não era um torneio qualquer, este tinha árbitros federados, jogava-se num pavilhão com bancadas e até público tinha
Obviamente que o glorioso curso de Mat/CN participou! Perdemos os jogos todos!
Contudo, entre os três jogos, houve um que ficou para a história: o jogo estava marcado para as 21h00 ou 21h30, já não me recordo bem, mas o atraso do árbitro, fez que todos os jogos se atrasassem! Ou seja, quando começámos a jogar, já passava da meia-noite, isto em noite de semana académica
O jogo foi emocionante. Começámos a perder por 1-0, mas demos a reviravolta, e a pouco tempo do fim, estávamos a vencer por 1-2
Correu a sensação que seria a nossa primeira vitória, e o resultado que nos daria o ânimo para vencermos o terceiro jogo e qualificarmo-nos. Até o nosso público estava entusiasmado! Mas foi aí que tudo aconteceu: nos últimos cinco minutos, dois erros nossos deram dois golos adversários. O sonho esfumou-se! O jogo acabou, e quando saímos do pavilhão, já eram quase duas da matina
Mas não deixou de ser uma noite para lembrar!... Até nos desaires, o nosso curso é grande!
Quarta-feira, 12 de Outubro de 2005
A missa de finalistas!

Como benção para a nossa futura vida profissional, ou simplesmente para a nossa vida, realiza-se na semana académica a missa de benção das pastas. Esta foi das cerimónias mais sentidas da minha vida académica. Afinal, sendo um país católico, é normal que não sejamos apenas boémios, mas que também tenhamos alguma preocupação espiritual!
A missa foi linda, a Sé, cheia de estudantes e familiares e amigos, estava simplesmente colorida com tanta fita, e o coro... estava muito bom, ou não fosse uma boa parte dela constituída por pessoal do curso de 99-03 de, claro está, Mat/CN. Foi muito bom!...
O desfile académico viseense!!! De loucos!...



O desfile académico... Meu Deus! Quantas horas de loucura! O ponto auge do ano lectivo de milhares e milhares de estudantes universitários de Viseu! Ainda me lembro como se fosse hoje o meu primeiro desfile... Logo a seguir ao almoço, sigo para a cidade, onde me fui encontrar com alguns dos meus colegas, para ir buscar o carro do nosso curso. O carro (camião) está lindo: é uma caravela portuguesa muito bem feita com um mastro e uma vela com o nome do nosso curso - Mat / Cn - bem destacado. Nem faltam umas palmeiras, a simbolizar os locais descobertos pelo nosso povo, uma bússola e uma bandeira de Portugal! Tão lindo que estava, que até tinhamos a ilusão de ganhar a competição de carros. Chegamos à oficina e levamos o carro para o local de início do cortejo. Só havia um pequeno problema: é que o barco estava revestido a papel crepe, e começou a chover logo que saímos com o carro... Resultado: quando chegámos ao Fontelo, que era a menos de 1km, o nosso lindo carro, já era apenas um esqueleto de um barco, feito de madeira e arame, um mastro com a vela, umas palmeiras deslavadas, e orgulhosamente só, a bandeira portuguesa a esvoaçar na retaguarda do nosso carro!... Mas o que ficámos a perder no carro, ganhámos em animação, pois com tanta cerveja, tanta música (da aparelhagem de um dos carros da frente, e das nossas próprias canções) e tanta alegria, acabámos por ter sido o curso que mais se divertiu nesse desfile... Mat/CN rule!
Terça-feira, 11 de Outubro de 2005
Os jantares de curso...

Jantares de curso... Que saudades tenho dos jantares de turma e de curso! Estes encontros são dos mais importantes da nossa vida académica. É quase um ritual... Acabam as aulas e o pessoal vai rapidamente a casa vestir o traje e aprontar-se para a festa. Chegada a hora, acabamos à porta do restaurante na conversa à espera dos habituais retardatários durante meia-hora ou mais... Começa o jantar. Inicialmente morno, depressa aquece, principalmente ao som (e não só) do já conhecido "e se o -------- quer ser cá da malta, tem que beber este copo até ao fim, até ao fim...". No fim do jantar, e ao fim de ouvirmos muitas vezes a canção, o pessoal segue para um bar ou "prá" disco night... Nesta ocasião em particular, seguimos para o "k", um bar infelizmente já extinto, onde, juntando um curso de Matemática e Ciências já bastante alegre a um karaoke, foi a festa garantida até às tantas... Grande noite!... Grandes noites... Que saudades...
Serenata viseense!

A semana académica inicia-se com a serenata. Apesar de ser uma cópia de outra cidade (é proibido mencionar esse nome neste blog...), a serenata junta na Sé de Viseu os estudantes numa grande festa e numa grande bebedeira colectiva (apenas psicológica, obviamente...) :-). É o início de uma grande semana...
A vida académica...

Sendo uma das maiores academias do país, é natural que a noite viseense seja igualmente uma das maiores e principalmente, das melhores. Locais como o Day, a Hangar, o NB, o Factor C, os inúmeros bares existentes na Sé e no resto da cidade, e os pequenos bares nas aldeias à volta, tal como o pouco conhecido mas mítico LeDuc, tornam a noite viseense única!...
Segunda-feira, 10 de Outubro de 2005
A zona histórica...

A zona histórica... O ponto fulcral da vida académica durante o ano. Esqueçam a ESE, esqueçam o campus do politécnico, esqueçam a católica e o piaget. É aqui, na zona histórica que a vida académica se desenrola. Os bares, a serenata, o mais mítico "bar" de Viseu, o BB, mais conhecido por Boquinhas... Qualquer estudante de Viseu que não conheça e não tenha ido, no mínimo, uma vez ao Boquinhas, não se pode chamar verdadeiramente um boémio viseense!
O início...
O início...
No início, Deus criou o Sol, a Terra, os oceanos, os animais, as plantas, etc. Por fim, criou o Homem! Deus olhou e gostou do que tinha criado! Então, concluiu que deveriam ser os homens a decidir os seus destinos... Assim, o Homem evoluiu, começou a raciocinar, a amar, mas também a guerrear, a matar, a criar fronteiras! Formaram-se países, impérios, mundos... Criou-se a cultura, a ciência, a religião, mas também a guerra, a crueldade...
Deus olhou então para nós, e apesar de nos considerar humanos, e simplesmente humanos, e que nós, os Homens, tinhamos direito de opção entre as duas dimensões, o bem e o mal, com as suas consequências, mostrando a sua infinita esperança no Homem, decidiu que deveria haver um local na Terra que mostrasse como o nosso planeta poderia ser um paraíso, um local onde a beleza da Natureza tivesse harmonia com a beleza criada pelo Homem, onde a vida fosse pacata, e ao mesmo tempo, interessante, onde as pessoas, sem serem perfeitas, coabitassem num entendimento franco... Em suma, criou... Viseu! A cidade jardim de Portugal!...
Este blog pretende falar da vida de um conjunto de pessoas que estudou, viveu em Viseu, e mais importante, viveu Viseu. A cidade, as pessoas, a vida diurna e... nocturna, a memória individual e colectiva de pessoas que já tinham esta cidade no coração, e de pessoas que passaram ter!...